CARTA DE JOSTE DE 1825 AO CONSELHO DE LUCERNA SOBRE OS SUÍÇOS ALEMÃES DA COLÔNIA
Conteudo do documento
CARTA DE JOSTE DE 1825 AO CONSELHO DE LUCERNA SOBRE OS SUÍÇOS ALEMÃES DA COLÔNIA DE NOVA FRIBURGO.
GEMEINDE WERMELINGER
SÁBADO, 12 DE OUTUBRO DE 2013
15-IMIGRAÇÃO
Desde tempos primitivos os povos sempre praticaram a imigração por diversos motivos. O mais comum deve ter sido a necessidade de procurarem uma região aonde havia mais abundancia de alimentos, após o alimento da região em que vivia ter se tornado escasso, devido principalmente que o homem primitivo não plantava, pois era uma sociedade nômade, isto é, habitavam tão somente um local enquanto o mesmo dava alimentos, sem nenhum emprego de cultura, praticamente só colhendo, pescando e caçando. Um outro motivo bastante forte, era a chegada de uma tribo mais forte, deixando duas opções: aceitar a dominação, o que implicava em abandonar seus costumes, tradição, religião, formas de governo ou então imigrar para outras paragens, com disposição de enfrentar o desconhecido. Com o decorrer dos tempos, alguns povos evoluíram materialmente o que atraiu outros povos mais atrasados em busca de melhor qualidade de vida.
Quando a sociedade humana em determinadas regiões como, por exemplo, na Europa Ocidental, atingiram um desenvolvimento material muito acima das demais regiões do mundo, principalmente no setor bélico, os seus habitantes, devido ao conhecimento acumulado, principalmente com o surgimento da imprensa, a qual logo a seguir a sua invenção por Gutenberg e também pela divisão do cristianismo em catolicismo e protestantismo, iniciou uma era de grandes mudanças. Assim, em virtude da fatores que faz com que uma religião ao ser interpretada de modo diferente, faz surgir infelizmente, uma outra religião, o que ocasionará possivelmente, uma guerra, como existe até hoje, e, aqueles evidentemente que eram minoria resolveram emigrar, tornando-se imigrantes em regiões recentemente conquistadas, levando: sua língua, seus costumes, tradições, formas de governo, e, principalmente religião, que naquela época, era mais importante que tudo. Ocorre que, alguns povos que haviam se desenvolvido mais que outros, entenderam erradamente que só pelo fato de seguir uma religião, ao emigrar para povos com a mesma religião com interpretação da vida completamente diferente de suas origens iriam se dar bem. Mas na pratica tal coisa não acontece. Ora, quando isso acontece, este imigrante, começa a perder mais que os outros, ou seja, o seu conforto material, perdendo também o direito de falar a sua língua, pois gradativamente, sutilmente, verifica que o seu nome passa a ser grafado erradamente, e, se tenta reclamar o funcionário do povo anfitrião, imediatamente lhe diz que:- aqui se escreve assim mesmo, deixa isto pra lá, e com isto, passa a não pertencer, nem a sua comunidade de origem, caso decida a voltar para ela, nem a sociedade para onde emigrou, ficando assim, um ser completamente desligado de todos, e também é obrigado a mudar a sua visão de vida, pois, por exemplo, se gostar de mais ordem e disciplina, é afastado das decisões da comunidade aonde mora com a pecha de “criador de casos”, “chato”, etc...ou, também se gosta de um comportamento mais relaxado, será também motivo de chacotas, como ser inferior, indisciplinado, incorrigível. Na realidade pode se empregar o dito: ”tem que tomar benção a cachorro e chamar gato de tio”. Assim para estes casos, na prática aparentemente ficam as seguintes soluções: procurar casar somente com pessoas do povo que é maioria ou domina aquela comunidade, mas, neste caso tem que aceitar conduta que muitas vezes não está conforme a sua interpretação da vida, não tendo direito de externar suas idéias, acabando alguns
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Fonte: Telegram
Data: 2026-03-30
From: Tiago Wermelinger
Chat: direto
Tipo de fonte
telegram_live
Tipo de documento
text
Signatura / Referencia
carta_de_joste_de_1825_ao_conselho_de_lu_1774887086507.txt
Status
imported
Registrado em
2026-03-30 16:12:51
Notas
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Como citar:
Arquivo Wermelinger, Documento #143, CARTA DE JOSTE DE 1825 AO CONSELHO DE LUCERNA SOBRE OS SUÍÇOS ALEMÃES DA COLÔNIA. Acesso em 14/04/2026.
