seja possível no mínimo dar-se alguma notícia às famílias ou às comunidades acer
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seja possível no mínimo dar-se alguma notícia às famílias ou às comunidades acerca de como estão e onde se encontram.
Verdade seja dita, ninguém me perguntou sobre isso e ninguém me pediu nada. É apenas a consideração por minha antiga pátria, por minhas antigas autoridades e por meus queridos co-irmãos de outrora que me impele a fazer isso, para dar conhecimento a quem queira saber que destino teve a emigração deste ou daquele estimado companheiro colono. Portanto, aqueles que não saíram da colônia , pensando que “pombas assadas voam para a boca e pode-se viver sem trabalhar e sem se preocupar”, que em vez de trabalhar numa boa profissão, ficaram à toa só querendo tirar leite,e em vez de ir para uma boa aldeia ou cidade, preferiram ficar no mato com sacos e malas,etc...,não podem ficar zangados. – Mas quem foi para onde Deus mandou, quem partiu com sabedoria, quem considerou que “todo começo é difícil” e nós, os mais velhos, sabemos muito bem disso, pois sofremos e tivemos que padecer o primeiro ano, que era a maior obrigação que tínhamos de suportar em benefício de nossos queridos filhos, para ajudá-los a desenvolver e progredir), quem não agiu segundo o ditado “Consuetudo altera natura” (o costume é uma segunda natureza ) não se deu mal e conseguiu prosperar.
Muitos de nós logo nos mudamos da colônia por vontade própria, seja porque fomos autorizados ou porque tínhamos dominado o idioma do país antes do que os outros. Mas de acordo com o Dr. May – o nosso imperador nos concedeu a liberdade de procurar por nós mesmos um bom lugar em qualquer parte do império para nos estabelecermos e sermos considerados em toda a parte como cidadãos de acordo com o conteúdo do Tratado, -- então aconteceu uma debandada e muitos se espalharam, cada um saindo daqui do jeito que podia, com seus sacos e malas! É mais fácil imaginar do que descrever quantos Josués e Calebes saíram em longa e desconhecida peregrinação para procurar e encontrar a sua desejada Canaã. Muito boa e generosa é a terra que nos hospeda, pois aqui chegamos pobres, como vacas suíças ordenhadas até a última gota. Mas como a fome é a melhor cozinheira, não ficamos perguntando pelo que aconteceu, mas fomos procurar o que comer. Então trabalhamos dez horas por dia, morro acima e morro abaixo, mato adentro e mato afora, através de ribanceiras e riachos, para garantir um patrimônio futuro, e isso dava muito esquecido, só para ir para o campo escapar da miséria que se via ao redor. Mas graças a Deus a saída deu certo para aqueles que pensaram na esposa e filhos e enfrentaram os temores da mudança.
A seguir, vem a lista, em ordem alfabética, com
A) Os que estão na Colônia ou nas vizinhanças :
1. Haslimann Jos. Lz..., de Malters ou Ruswil; com a esposa e 4 ou 5 filhos. No número 63 da Colônia. Sempre muito zangado.
2. Hunkeler Adam, de Menznau, viúvo, casado de novo, mas não mora com a mulher; tem 2 filhos, profissão: alfaiate. Mais ou menos.
3. Huber Josef, de Grosswangen, viúvo, tem 4 ou 5 filhos. Está no número 81 das terras da Colônia. Planta, vende e mantém um pequeno comércio. Vai bem
4. Lach, Lz., de Adelboden, perto de Reiden. Estava viúvo, casou-se de novo, com uma megera francesa – tem 2 filhos: Severin e Jos. Lz. – Número 22 das terras da Colônia. Não vai muito bem.
5. Lutolf Jos.,de Knutwyl, esposa e 6 filhos, perto da Colônia, 4 léguas =, na propriedade que comprou para plantar café, perto de Cantagalo. Mais ou menos
6. A viúva do saudoso Luterbach, Josef,
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Fonte: Telegram
Data: 2026-03-30
From: Tiago Wermelinger
Chat: direto
Tipo de fonte
telegram_live
Tipo de documento
text
Signatura / Referencia
seja_possivel_no_minimo_dar_se_alguma_no_1774887090198.txt
Status
imported
Registrado em
2026-03-30 16:43:03
Notas
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Como citar:
Arquivo Wermelinger, Documento #154, seja possível no mínimo dar-se alguma notícia às famílias ou às comunidades acer. Acesso em 14/04/2026.
