Há muitos anos José Henrique (Wermelinger) Fernandes, de saudosa memória, relato
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Há muitos anos José Henrique (Wermelinger) Fernandes, de saudosa memória, relatou-me um causo ou uma estória familiar.
Reproduzi para a minha familia nuclear e eles gostaram.
Resumi o relato, com imenso sacrifício, adaptando-o aos restritos padrões dos microcontos, em que a quantidade de caracteres é tabulada com muito rigor.
Pedi a orientação de Ana Eleaní, que carrega no nome a múltipla ascendência Wermelinger, Erthal, Lemgruber, Monnerat, Lutterbach.
Ela me ajudou e com a sua proverbial delicadeza afirmou que o texto que lhe apresentei estaria conforme o padrão em que se desejava enquadrar.
A partir daí, adotei a tática de XAVER WERMELINGER que, em 1819, ao imigrar para o Brasil, admitiu que era "pirrônico".
Eu diria que XAVER se revestia de um temperamento indomável, persistente, comprometido com a família, incapaz de ceder em relação aos princípios e valores que norteavam a sua vida.
Em resumo, ao encerrar uma conversa com a autoridade que emitia o seu passaporte, em WILLISAU, na SUÍÇA, a respeito do episódio, foi relatado nos livros das Famílias ERTHAL e WERMELINGER o seguinte diálogo:
-Senhor XAVER, o senhor é um homem muito pirrônico!
Ao que ele teria respondido:
-Por favor, escreva isso aí no passaporte!
Por isso mesmo, aqueles que se sentem agradados em carregar no peito, como se fora um brasão, a marca indelével do nome e apelido de Família WERMELINGER devem ficar tranquilos e serenos se, eventualmente, forem acusados como sendo
pirrônicos, impertinentes, inflexíveis ou assemelhada adjetivação.
Por que tão alongada abordagem?
Aqui o propósito é relatar um caminho que percorri, insistindo sempre com o nosso familiar e amigo AFONSO CELSO CALVO RANGEL, neto de Dona IRENE WERMELINGER CALVO, filho de MARIA NORMA WERMELINGER CALVO RANGEL, bisneto de LOURENÇO WERMELINGER, o personagem central de um interessante, pitoresco e hilário relato oral familiar que merecia ser registrado em um conto.
Insisti por muitos anos com Afonso Celso, que não admite possuir especiais pendores para escrita e bem se expressar no gênero que tipifica uma linguagem reconhecidamente poética.
Por outro lado, argumentei muito que este relato, proseado, fosse escrito por um descendente direto de LOURENÇO WERMELINGER.
Lourenço era irmão de Antônio Wermelinger, o vovô Nico, de meu bisavô Francisco Wermelinger, pai de minha avó Francisca Erthal Wermelinger, conhecida como Dona Chiquinha, prima de Dona Irene Wermelinger Calvo e irmãos.
Todos descendentes de STEPHAN WERMELINGER, suíço, do ramo de São Pedro, juntos e misturados com o ramo de JOSEPH WERMELINGER, da Boa Vista, fazendas lindeiras, situadas em Duas Barras, que identificam os ramos familiares.
Desejo deixar evidenciado que aqui o meu intuito é apresentar o interessante episódio ocorrido, relatado de modo romanceado no conto da lavra de Afonso Celso, que conserva a poeira do chão de Duas Barras, o ronco da CACHOEIRA ALTA, o espírito e a "pirronice" de LOURENÇO, que encarna alguns caracteres presentes nos WERMELINGER.
Este conto narrado por Afonso Celso, publicarei a seguir, com a autorização dele.
Espero que os WERMELINGER, os familiares coirmãos e os nossos amigos gostem.
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Fonte: Telegram
Data: 2026-03-30
From: Tiago Wermelinger
Chat: direto
Tipo de fonte
telegram_live
Tipo de documento
text
Signatura / Referencia
ha_muitos_anos_jose_henrique_wermelinge_1774911449935.txt
Status
imported
Registrado em
2026-03-30 23:11:31
Notas
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Como citar:
Arquivo Wermelinger, Documento #158, Há muitos anos José Henrique (Wermelinger) Fernandes, de saudosa memória, relato. Acesso em 14/04/2026.
