vulsionados de uma Europa pós-revolução francesa e não bastando as guerras napol
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vulsionados de uma Europa pós-revolução francesa e não bastando as guerras napoleônicas, tinham as elites, aparentemente a salvo na América, que estremecer ante o que se lhes afigurava como a ameaça do negro.
A transferência da corte portuguesa para o Brasil, exerceria, portanto, o papel de catalizador de um longo processo, no qual o estado nacional deveria ser edificado sob a égide política, étnica e cultural européia, cujos dirigentes, uma vez deste lado do Atlântico, constatariam ser a população branca, insuficiente, sob vários aspectos, para conduzir o país pelas sendas que o levariam a ser o “arbitro” do mundo. Uma vez decretado o colapso do colonialismo tradicional, restava a remoção gradual dos éditos proibitivos, inserindo-se em tal contexto o estímulo à entrada dos açorianos e a permissão para que estrangeiros tivessem acesso a terra. Objetivava-se em curto prazo, não só o incremento da produção de gêneros alimentícios, bem como a ampliação do mercado interno.
Quando, pois, Sebastien-Nicolas Gachet, chegou ao Brasil trazendo no alforge a proposta de uma colonização helvética, na qual ele próprio e seu sócio capitalista Jerome Brémond[5] (francês e realista fanático) esperavam auferir grandes somas e uma série de vantagens comerciais, o cenário na Corte do Rio de Janeiro não poderia ser mais propício. Estava, pois, aberto o caminho que levaria ao deslocamento de mais de dois mil indivíduos de seus cantões de origem, atraídos por mirabolantes propagandas e sub-reptícias articulações entre Gachet e Brémond, cujo trajeto e assentamento custaria a bagatela de mais de quinhentas vidas.
[1] Azevedo, Celia M. M. de .Onda Negra, Medo Branco. Paz e Terra
[2] Idem
[3] Idem
[4] Idem
[5] Segundo Benoît de Diesbach-Belleroche, Jean-Baptiste Jérôme Brémond, dito “cadete”, nasceu em Brignoles (Var, França) em 08/02/1760 e faleceu em Semsales, Fribourg, aos 10/11/1839. Era filho de Jean-François Brémond, “marchand de draps” em Brignoles, e de Elisabeth Saurin. Burguês de Progens em 06/03/1829 e de Grattavache em 28/03/1829, deixara a França durante a Revolução, refugiando-se em Chavannes près La Neuveville (Suíça) e depois em Neuchâtel. Em 1796 adquiriria a fabrica de vidros e as minas de Semsales. Foi também cônsul de Espanha e de Portugal e Algarves na Suíça. Casou-se em 1804 com Salomé Lugeon, de Chevilly, nascida em Nyon, Suíça.
Postado por Henrique Bon às 17:57 Um comentário:
domingo, 18 de janeiro de 2009
OS INDIVÍDUOS, SUAS HISTÓRIAS E SUAS FAMÍLIAS - 4
FAMÍLIA ALTER
Anton Alter, sapateiro de expressão alemã, católico, nascido em 09-12-1791, habitava a vila de Roderis, Cantão de Soleure, ao se decidir pelo Brasil. Passageiro do Heureux Voyage, sem passaporte, ocuparia em Nova Friburgo a casa 85 e o lote agrícola 28. Engajado no Regimento de Estrangeiros, criado por Pedro I em 1823, seria preso tres anos depois como desertor. Não há registro posterior sobre este imigrante, na colonia suíça.
FAMÍLIA AMUAT
Jean-Baptiste Amuat, o patriarca desta família, fora condenado a 20 anos de prisão por haver furtado alguns pães durante o ano de penúria (1817), pena esta convertida em degredo para o Brasil. Natural de Porrentruy, Jura, católico e nascido em 02-02-1788, embarcaria ele no Heureux Voyage, juntamente com a esposa Marie-Rose Schimid, 27 anos, e os filhos Marie-Hélene, 6 anos, e Antoine, 3 anos. Todos chegariam a bom porto, no entanto, a família em abril de 1821, abdica da casa 54 e dos direitos sobre parte do lote 04, partindo para Lisboa.
Postado por Henrique Bon às 08:49 18 comentários:
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
OS INDIVÍDUOS, SUAS HISTÓRIAS E SUAS FAMÍLIAS - 3
FAMÍLIA AGUET
O padeiro Pierre Aguet, católico que se expressava em francês e alemão, habitava a vila de Estavayer-le-Lac, Cantão de Fribourg, ainda que sua família fosse natural de Vaud. Ele embarcou no Urania para o Brasil, juntamente com a esposa Marie-Anne Ramuz, chegando a bom porto. Na colonia de Nova Friburgo viria a ocupar a função de alcaide, desentendendo-se em pouco tempo, no entanto, com o inspetor da colonização estrangeira. A ele e esposa
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Fonte: Telegram
Data: 2026-03-31
From: Tiago Wermelinger
Chat: direto
Tipo de fonte
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Tipo de documento
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Signatura / Referencia
vulsionados_de_uma_europa_pos_revolucao__1774955412762.txt
Status
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Registrado em
2026-03-31 11:43:02
Notas
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Como citar:
Arquivo Wermelinger, Documento #185, vulsionados de uma Europa pós-revolução francesa e não bastando as guerras napol. Acesso em 14/04/2026.
