Brasao da familia Wermelinger, 1575
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Arquivo Wermelinger

Genealogia da familia Wermelinger — de Wolhusen ao Brasil

tor deste estabelecimento e por esta sou servido autorisar-vos para procederdes

Conteudo do documento

tor deste estabelecimento e por esta sou servido autorisar-vos para procederdes à compra da mesma propriedade com o sobredito proprietário della e às mais compras que para o mesmo estabelecimento se fizerem necessárias, para tomardes posse das terras para os meus proprios, e depois repartil-as entre os colonos, mandareis fazer as obras que forem necessarias e tratar do desembarque e acomodações dos mesmos colonos nomeareis pessoa que vos ajude e suppra as vossas vezes, representando nos casos ocurrentes o que fôr necessario pela Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, pela qual recebereis as instruções e as mais providências que se fizerem necessárias, pois da vossa intelligencia e zelo pelo meu real serviço, confio que executareis tudo a minha satisfação. Escripta no Palácio do Rio de Janeiro, em 6 de Maio de 1818. REI."[5] A venda, que "voluntariamente" Monsenhor Antonio José da Cunha Almeida se prontificara a fazer "para servir a El Rei" renderia pois ao abnegado súdito, um extraordinário lucro, não tendo o mesmo passado despercebido a alguns de seus contemporâneos, como Hypolito da Costa, jornalista brasileiro que de seu refúgio londrino, publica no Correio Brasiliense, ácidas críticas à transação e ao projeto imigrantista[6]. De qualquer modo, Gachet, em visita a Morro Queimado, não faz qualquer restrição à escolha do que seria a partir de então seu principal interlocutor no Brasil. Referindo-se às terras que compõem a fazenda, acredita possuírem as mesmas vantagens de "terem numerozos sítios próprios para o pasto do gado, os quais, posto que montuozos e cheios de mattos, bastarão a sustentar muitos milhares de cabeças".[7] Miranda adquire ainda mais duas sesmarias contíguas, de meia légua em quadra[8], utilizando para todas as transações, de fundos arrecadados pelo próprio governo através da emissão de apólices pagáveis em oito anos. Entre as despesas, previa-se também a construção de casas, prédio destinado à administração da colônia, armazéns, capela, moinho e demais edificações necessárias a manutenção da vila a ser criada. Quanto aos índios que ainda erravam pela região, seriam eles mandados remover por aviso real, ordenando-lhes aldeamento em outro local para “não serem por elles offendidos os colonos”.[9] As despesas vultosas com esta migração subsidiada, teriam alcançado, segundo Roberto Simonsen[10] a fabulosa quantia de 1.500 francos franceses por colono, o que se nos afigura um exagero do economista, contudo, as somas envolvidas foram de tal ordem expressivas, que o ministro Thomaz Antônio de Villa Nova Portugal, um entusiasta da migração estrangeira, não mais logrou obter de D. João VI autorização para os assentamentos posteriores, previstos no projeto inicial. [1] Pedro Machado Miranda Malheiro (ou Malheiros), magistrado e religioso, segundo a Enciclopédia Delta Larousse teria nascido em Guimarães, Portugal, em data ignorada. Doutor em cânones pela Universidade de Coimbra e bacharel em filosofia, foi substituto da cadeira de história eclesiástica da mesma universidade e monsenhor acólito da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa. Em 1808, era sargento-mor do batalhão dos privilegiados, voluntários de Nossa Senhora de Oliveira, da vila de Guimarães, sendo promovido a major em 1810 pelos serviços prestados à restauração e a defesa do reino. Desembargador do Paço e da Mesa da Consciência, foi ainda chanceler-mor do reino do Brasil em 1817, juiz conservador e deputado da junta de administração do Tabaco em 1818. Neste mesmo ano será nomeado inspetor da colonização estrangeira, cargo que ocupa até 1821, quando volta a Portugal. Uma vez mais no Brasil e aceitando a nacionalidade brasileira, será reconduzido ao posto por Pedro I. Em 1819 D. João VI lhe concederá a propriedade da capela de Santana de Japuíba e bens dotais a ela pertencentes. Ministro do Supremo Tribunal em 1828, faleceu no Rio de Janeiro em 1839 (Pedro Calmon assinala 1838). [2] John Mawe, mineralogista inglês, fora em 1809 convidado pela coroa a visitar a região de Cantagalo, para averiguar a incidência de prata em Santa Rita do Rio Neg --- Fonte: Telegram Data: 2026-03-31 From: Tiago Wermelinger Chat: direto
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2026-03-31 13:32:49

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Evidencias (8)

Visita a Morro Queimado; Gachet visita Morro Queimado e avalia as terras.

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Rei

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Antonio José da Cunha Almeida

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Hypolito da Costa

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Concessão da propriedade da capela de Santana de Japuíba; D. João VI concede a Pedro Machado Miranda Malheiro a propriedade da capela de Santana de Japuíba e bens dotais.

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Retorno a Portugal; Pedro Machado Miranda Malheiro retorna a Portugal.

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Nomeação como inspetor da colonização estrangeira; Pedro Machado Miranda Malheiro nomeado inspetor da colonização estrangeira, cargo que ocupou até 1821.

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Nomeação como chanceler-mor do reino do Brasil; Pedro Machado Miranda Malheiro nomeado chanceler-mor do reino do Brasil.

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Como citar:

Arquivo Wermelinger, Documento #186, tor deste estabelecimento e por esta sou servido autorisar-vos para procederdes . Acesso em 14/04/2026.