Brasao da familia Wermelinger, 1575
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Arquivo Wermelinger

Genealogia da familia Wermelinger — de Wolhusen ao Brasil

Carta de J. B. Joste de 31 de dezembro de 1825.>

Conteudo do documento

Carta de J. B. Joste de 31 de dezembro de 1825.> Recebida em 4 de agosto de 1826 no Conselho de Polícia. Para S. Exas. Os Senhores : Presidente Cantonal, Elos Amrhyn, Governador e Altos Conselheiros do Estado de Lucerna. Como antigo concidadão e para benefício dos meus pobres e queridos companheiros colonos no Brasil, com muita razão chamados de sertanejos, que vieram do cantão de Lucerna, tomo a liberdade de agora apelar aos Senhores, com o maior respeito, para que seja feita a necessária investigação e o devido acompanhamento quanto ao assunto a seguir exposto. Na verdade, já escrevi em agosto do corrente ano sobre este mesmo assunto ao Exmo. Senhor Eduard Pfyffer, presidente do digno Conselho de Polícia. Entretanto, visto que outras cartas anteriores mandadas aos cuidados da Casa Bourdon & Fry de Bordéus, não chegaram ao destinatário, gostaria agora de aproveitar a oportunidade , através do sr. Daniel Frey, filho do agente postal em Olten, que escreve a seu pai, de despachar esta carta com referencia aos subsídios remetidos aos cuidados do sr. Thermin, no Rio de Janeiro. Portanto, como nossas antigas autoridades, distintos Conselheiros, muito estimados Senhores... Tenho conhecimento de que as autoridades de diversos cantões arrecadaram mercadorias na Suíça e em paises estrangeiros, como Alemanha e Inglaterra e outros (p. ex., roupas e louças na Inglaterra) e as remeteram para cá, a fim de auxiliar os seus ex-concidadãos pobres, que emigraram como colonos para o Brasil no ano de 1819, e que essas mercadorias foram entregues a uma certa Comissão no Rio de Janeiro, para serem em seguida distribuídas. Em nome da referida Comissão, um certo Sr. Thermin, mencionado como cônsul da Prússia ou agente de negócios no Rio de Janeiro, veio ao ligar de nossa colônia Nova Friburgo ou Morro Queimado (é como eu disse, morro queimado, mas já frio), trazendo dinheiro e mercadorias para distribuir entre os colonos, demorando-se um pouco entre nós . Infelizmente, ocorreram fatos lamentáveis ali. Alguns de nos já haviam deixado antes disso o local da colônia, indo para outras regiões, em busca de melhores condições de desenvolvimento e progresso. Por essa razão, ficamos muito tempo sem saber coisa alguma a respeito desses acontecimentos, a não ser aquilo que algum companheiro colono, que as vezes chegava ao nosso novo local de moradia, nos contava a respeito do que aconteceu. O fato é que o sr. Thermin recebeu uma lista de colonos preparada pelo padre Jacques Joye, do cantão de Friburgo, e pelo Dr. Bazet, francês (e que, por essa razão, está com o nariz metido em toda parte, como é costume deles), na qual os franceses eram sempre favorecidos e os alemães postos de lado, com os nomes destes últimos quase sempre marcados com uma cruz para receber pouco ou mesmo nada. Por causa disso, os franceses carregaram todos os sacos cheios de mercadorias. Podia-se crer que tudo estava combinado, por meio dessas indicações e informações. Queiram me desculpar, mas seu não presenciei esses fatos, pois já tinha me mudado há muito tempo para um lugar a mais de 40 horas de distancia, em São Fidélis, a 10 horas de Campos. Em agosto de 1823, precisei ficar no Rio a fim de realizar as provas para obter a licença para exercer a medicina (Licenciam practicandi). Como eu desconhecia quase tudo sobre aqueles negócios, fui falar com o sr. Thermin com a esperança de obter um pouco de informação, mas não obtive êxito algum. --- Fonte: Telegram Data: 2026-03-16 From: Tiago Wermelinger Chat: direto
Tipo de fonte

telegram_legacy

Tipo de documento

text

Signatura / Referencia

carta_de_j_b_joste_de_31_de_dezemb_1773628206772.txt

Status

imported

Registrado em

2026-03-30 05:13:58

Como citar:

Arquivo Wermelinger, Documento #25, Carta de J. B. Joste de 31 de dezembro de 1825.>. Acesso em 14/04/2026.