enfraquecessem para o enfrentamento de problemas numa nova sociedade completamente diferente. Como exemplo podemos citar a família Wermelinger, a qual apesar de não discriminar casamentos com outros grupos sociais, ficou isolada, nos seus princípios de conduta, e, talvez sentindo-se "uma estranha no ninho" dedicou-se inteiramente à religião, esquecendo-se que ainda estava no planeta Terra com todas as suas dificuldades, e ai, sempre estava na frente das contribuições religiosas, leia mais afamiliawermelinger.blogspot.com/", e no livro de Farid Habib "Eu só penso nela", sendo que esta fé algumas vezes extremadas, prejudicava mais do que ajudava, e assim, chegou a um ponto de distanciamento com a sociedade local, que, pessoas que também eram Wermelinger, tinham vergonha de serem assim conhecidas, mas, após, ter começado "a pedra a rolar" por iniciativa de Walter Wermelinger da Costa que convidou Walter Otto Wermelinger de Willisau e com isso houve o Primeiro Encontro da Família Wermelinger,o qual foi, gerado pela comunicação, após 140 anos entre os Wermelingers suíços e os Wermelingers brasileiros, e, talvez, por uma questão de sorte, o brasão da Família Wermelinger,(este brasão é o de 1698, 123 anos após o original de 1575, que foi alterado para homenagear o escultor de pedra Gaspar Wermelinger que na primeira batalha de Villmergen arrebatou a bandeira dos inimigos entregando-a a cidade de Lucerna) entre inúmeras famílias da colonia de Nova Friburgo, foi colocado em três lugares: Praça dos Trovadores (destruída pela tragédia de 2011), no Catarcione-Braunes (monumento a fundação da Vila de Nova Friburgo), e, no Suspiro (monumento em homenagem aos mortos da tragédia de 2011), fazendo com que diversas pessoas corressem aos cartórios para acrescentarem o nome Wermelinger e outros, que apesar de já possuírem, passaram a ter orgulho de serem assim conhecidas, chegando mesmo, a um procedimento contrário, isto é, deixando de usar outro sobrenome para usar o de Wermelinger, o que sem dúvida, coloca este nome num lugar, jamais alcançado em toda a história de Nova Friburgo. Realmente, a trajetória da família Wermelinger, comprova que tem que possuir muito espirito de luta, austeridade, e também uma boa porção de sorte, pois Xaver Wermelinger sentindo que as terras destinadas para ele e sua família não serviria para justificar a sua imigração de sua terra natal e assim, indo finalmente plantar café em Duas Barras, tornou-se um dos suíços pioneiros desta lavoura fato este comentado no relatório acima de Joste de 1825, e também,citado em um livro sobre a história do café no Brasil, em que um oficial da reserva da marinha de nome Macedo, leu quando trabalhava para uma companhia inglesa com uma grande plantação desta rubiácea em Minas Gerais, mas, infelizmente, morreu em um terrível acidente quando voltava de Nova Friburgo, não dando tempo de fornecer informações mais detalhadas sobre este fato.
Relata ainda os erros de todos os partícipes, desde as autoridades suíças até das pessoas físicas que de qualquer maneira tinham o poder de gerenciar ajudas aos imigrantes que vieram da Europa, mostrando que, principalmente, quando se trata de dinheiro, pertencentes a outros, devemos sempre fazer uma prestação de contas com maior clareza possível, legível e acessível a qualquer interessado, sem labirintos para serem superados, e também comprova que quem quer seja, quando se dispõe a ajudar alguém ou alguma coisa ou projeto, deverá exigir comprovante por meio de recibo da pessoa interessada, para evitar que espertos e vigaristas se apropriam das importâncias.
Mostra também, um dos grandes erros ao se instalar uma colônia para fins de agricultura em um meio geográfico, completamente impróprio, com montanhas e vales estreitos, sendo de estarrecer que houve bastante tempo para escolher uma região com mais planícies, sendo que o Brasil é (200) duzentas vezes maior que a Suíça, o que foi feito posteriormente pelos próprios imigrantes, fato este demonstrado também na missiva.
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Fonte: Telegram
Data: 2026-03-16
From: Tiago Wermelinger
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