Brasao da familia Wermelinger, 1575
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Arquivo Wermelinger

Genealogia da familia Wermelinger — de Wolhusen ao Brasil

ANDANDO COM OS MACACOS

Conteudo do documento

ANDANDO COM OS MACACOS TERIA SIDO XAVER WERMELINGER UM "NATURALISTA TOSCO" QUE GOSTAVA DE ANDAR COM OS MACACOS NAS FLORESTAS DE MACAÉ DE CIMA, EM NOVA FRIBURGO? Deparei-me com a abordagem assinalada no livro IMIGRANTES, que por alguns anos foi também objeto de nossa curiosidade familiar. A ciclópica obra do conhecido e respeitado memorialista e escritor Dr. Henrique Bon, descendente de Henri Bon, vejo como uma outra Bíblia Contemporânea dos Imigrantes descendentes de suíços e alemães, contados entre os povos formadores da numerosa gente que ainda habita Nova Friburgo, lugar das Colônias e seu entorno, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro, Carmo, Cordeiro, Macuco, Madalena, São Sebastião do Alto, terras da Antiga Cantagallo, antes denominadas Sertões de Macabu e outras referidas pelos historiadores. De fato, IMIGRANTES é tida como Obra de Referência, e o seu autor, o médico e escritor ou escritor médico, é festejado e reconhecido por todos, acolhido entre os descendentes de imigrantes, como um verdadeiro guardião da nossa história e as das vidas vividas nas montanhas, região Serrana da Velha Província Fluminense e centro-norte do Rio de Janeiro. Como o primo e coirmão Rui Erthal, catedrático emérito e autor do livro que aqui mostro, gosto dos assuntos das Colônias estabelecidas em Nova Friburgo por D.Joao VI (1819), e D. Pedro I (1824) e do tema da "DISPERSÃO". Revisitando a Memória de Xaver Wermelinger, deparei-me com a abordagem assinalada em páginas do livro aqui reproduzida, que por alguns anos, foi também objeto de nossa curiosidade familiar. Tambem há muitos anos, conversando com Mutti, a minha sogra, descendente dos Kraemer, família de origem alemã radicada em Nova Friburgo, sobre um conhecido texto do Dr. Jost, perguntei se ficaria autorizada a interpretação literal de que Xaver Wermelinger gostava de "andar com os macacos". Ela respondeu-me que, "literalmente", sim. Entretanto, a dúvida do sentido real, expresso por trás das palavras registradas em alemão da época, persistiu. Chegamos a ironizar: seria XAVER um "naturalista" tosco, que gostava de "andar com os macacos" nas florestas de "Macaé de Cima"? Entretanto, esta intuição não soava coerente. Por outro lado, também sabemos que o Dr. Jean Baptiste Jost era de fala alemã, como XAVER e sua família, idioma minoritário na Colônia. O texto, originariamente redatado em alemão, é bastante conhecido e, além de médico, parecia ter o autor um temperamento "super sincero", que moldava um perfil interessante, aparentemente pitoresco, irônico e exuberante. Muitos dos seus comentários eram sarcásticos e revestidos de um humor bastante cáustico, especialmente em relação aos seus concidadãos de fala francesa, majoritária na Colônia Friburguesa. Devia ser bastante respeitado, por seu status de profissional médico, incomum à época. Em julho de 1997 tive a oportunidade de conhecer o senhor Wesley Emmerick Werner, tradutor de um denominado romance histórico "Terra Terra", cuja capa do livro, com dedicatória, aqui mostro. Diante da possibilidade de maior esclarecimento em relação a expressão "andar com macacos", procurei obter uma explicação mais detida com o Dr. Emmerick Werner. Segundo os relatos do senhor Wesley a expressão originária, em alemão, significaria "gostar de beber". De fato, algumas pessoas, quando bebem, ficam "fazendo graças" e trejeitos típicos de um macaco. Daí o Dr. Jost dizer que "Xaver Wermelinger gostava de andar com os macacos", ou seja, gostava de bebidas. Acho que, principalmente as destiladas e alambicadas nas cercanias e bem perto das fazendas da Aldeia da Pedra, atual Itaocara, onde foi encontrado ancião, vivendo satisfeito e feliz, assistido por suas amorosas filhas, aos 84 anos de idade. Este encontro foi registrado pelo diplomata e Ministro Plenipotenciário Suíço para o Brasil e América do Sul, Johann Jakob von Tschudi, em seu livro Viagens pelas Províncias de São Paulo e Rio de Janeiro. Assim sendo, teria sido traduzido, do alemão, o texto original e as anotações do Dr. Jost: "12. Wermelinger, Xaver, de Willisau, torneiro de madeira, com a esposa e 7 filhos; Pessoa bem simples. Arrendou o Número 61 da Colônia e foi para Macaé, que é melhor e mais quente do que a Colônia, para plantar café. Gosta de beber." Em julho de 1997 tive a oportunidade de conhecer o senhor Wesley Emmerick Werner, tradutor de um denominado romance histórico "Terra Terra". Diante da possibilidade de maior esclarecimento em relação a expressão "andar com macacos", procurei obter uma explicação. Segundo os relatos do senhor Wesley a expressão originária, em alemão, significaria "gostar de beber". Não posso atestar se a explicação que ouvi do senhor Wesley teria sido fidedigna. Intuo que sim sem ter autoridade alguma emprestada por conhecimento do alemão ou possivelmente idioleto dos imigrantes da Suíça Central. Nao afirmo, ainda, se a locução "gosta de andar com os macacos", em alemão, possa ser traduzida como "gosta de beber". Aparentemente, o Dr. Jost, por seu temperamento típico, poderia ter se valido de uma "gíria", em alemão, para realçar esta característica peculiar de XAVER WERMELINGER. É verossímel que XAVER, católico até a medula, não era "abstêmio". Parece-me fazer algum sentido que "gostava de beber". Reporto-me também à passagem, igualmente registrada no livro IMIGRANTES, como simples curiosidade, que também instigava a imaginação da nossa família. Creio que o senhor Wesley teria desvendado o suposto mistério! AWA/awa Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, 28 de fevereiro de 2026 Lugares das Colonias e da dispersão dos imigrantes.
Tipo de fonte

blog_scrape

Tipo de documento

text

Signatura / Referencia

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Data do evento

2026-02-28

Status

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Registrado em

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Notas

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Como citar:

Arquivo Wermelinger, Documento #77, ANDANDO COM OS MACACOS. Acesso em 14/04/2026.