AS FAMÍLIAS DE DIVERSAS ORIGENS E OS POVOS ORIGINÁRIOS FORMADORES DE NOVA FRIBURGO E REGIÃO, TERRAS DA ANTIGA CANTAGALLO.
Histórica e resumidamente, o movimento oficial e a preocupação com a ocupação das terras brasileiras pertencentes à Antiga Cantagallo, parte do Império de Portugal Brasil e Algarve, foram claramente manifestadas por D. João VI, por volta de 1818/19 e D. Pedro I, em 1824.
Os anos referidos são marcos oficiais das instalações, na Nouvelle Fribourg, das Colônias Suíça e Teuta, atualmente chamada Alemã, quando já ocorria a dispersão dos suíços, com a volta de D. João VI para Portugal.
O observado movimento regional de ocupação das terras, também por parte dos alemães, se iniciou em maio de 1824, por determinação de D. Pedro I.
Tanto a originária ocupação dos Números ou Quadras Coloniais, em Nova Friburgo, quanto o registro da data da chegada dos Suíços e dos Alemães, são bem documentadas por escritores, historiadores e familiares nossos, que beberam nas fontes primárias, já referidos neste grupo CONEXÃO DUAS BARRAS.
São eles e somos descendentes de suíços, alemães, portugueses e outros povos como, em grande número, italianos, espanhóis e libaneses.
Nossos familiares gestaram obras acreditadas e salvaram informações e registros desde Raymundo Bandeira Vaughan, sobre a FAMÍLIA MONNERAT, Manoel Erthal - A FAMÍLIA ERTHAL, Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat, a FAMÍLIA WERMELINGER, Júlio César Araujo Lutterbach Galhardo de Castro, sobre a FAMÍLIA LUTTERBACH, e antes, Clélio Wermelinger Erthal e muitos outros contemporâneos seus.
Em tempos mais recentes Rui Erthal construiu obra, a partir de sua tese acadêmica, dissertando sobre a Dispersão dos Colonos Suíços.
Pedro Elias Erthal Sanglard, também aborda, com ênfase especial, a história da Verdadeira Primeira Colônia Alemã Oficial no Brasil.
Quanto aos registros genealógicos familiares, laboraram os citados autores dos livros das chamadas FAMÍLIAS COIRMÃS e também Clóvis Monnerat Lutterbach Ricker Branco, Celso Kropf de Abreu e outros.
Por ausência de conhecimento seguro e expertise, não consegui, ainda, mergulhar no vasto universo das obras familiares construídas e também menciono aquela já citada aqui, IMIGRANTES, considerada como de referência, da lavra do Dr. Henrique Bon e CONTOS E LENDAS DA VELHA NOVA FRIBURGO, do Dr. Raphael Luiz de Siqueira Jaccoud.
Alguns jovens familiares têm a curiosidade despertada sobre as histórias das Famílias de Imigrantes instaladas em Nova Friburgo e que dispersaram para as terras do seu entorno, a nossa Região Serrana, Centro-Norte Fluminense e depois para o Brasil.
O que ouvi desde menino e aprendi sobre as consideradas FAMÍLIAS COIRMÃS é uma gota em um oceano.
Sobre as FAMÍLIAS COIRMÃS, ouvi falar, pela primeira vez, o Dr. Élio Monnerat Solon de Pontes que usava tal epíteto, devido ao grande entrelaçamento entre elas e os incontáveis casamentos, na raiz, realizados, que continuamente se desdobraram no tempo.
Nunca ouvi o Dr. Élio dizer precisamente e nem nominar quais seriam todas as FAMÍLIAS COIRMÃS.
No entanto, usamos a terminologia "coirmãs", referida às famílias, sem saber, de fato, todas elas, com precisão.
Creio que uma lista sempre pode ser revista e atualizada.
Acho que os historiadores, memorialistas e genelogistas familiares têm a legítima autoridade para estabelecer um rol, mesmo que não fechado ou ainda provisório.
Louvo-me na opinião de Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat, que as enumera:
• ERTHAL
• EGGLIN
• STUTZ
• BORER
• WEHRLY
• HEGGENDORN
• LEMGRUBER
• KROPF
• MONNERAT
• TARDIN
• LUTTERBACH
• GUEBER
• GRADWOL
• KRONEMBERG
• WERNECK
• WERMELINGER
Reproduzo as capas de livros de Júlio César Araujo Lutterbach Galhardo de Castro sobre as Famílias, que muito chamaram a minha atenção.
Outras obras sugestivas existem e algumas sequer conheço.
Não me sinto seguro em manifestar opinião a respeito deste assunto de relativa complexidade.
Conduzo-me na condição de simples leitor e tento relatar e informar o que apenas consigo depreender diante da vasta literatura existente, traduzida em livros, em sua maioria com edições esgotadas e relatos por tradição oral, que vão se perdendo no tempo.
NF, DUBA, BOMJA, 30 de abril de 2025.