Brasao da familia Wermelinger, 1575
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Arquivo Wermelinger

Genealogia da familia Wermelinger — de Wolhusen ao Brasil

Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas.

Conteudo do documento

Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas. Também, com cuidado ou não, removem camadas da própria vida, da sua família, dos seus ascendentes e ancestrais. A remoção das camadas pode se assemelhar, grosso modo, ao trabalho de preparo de um alimento que leva cebola. Retiram-se as finas lâminas vegetais, mas apenas o necessário, o adequado e o suficiente. Aqui, o objetivo nuclear é deter a lupa para pesquisar através das lentes e tentar ver o que o olhar alcança ou por trás dele, os significados aparentes ou subliminares, cirurgicamente aqueles que a vista, às vezes cansada, não consegue olhar, ver e distinguir. Há perguntas que atravessam gerações e resistem ao tempo. Uma delas sempre ecoou, e ainda ecoa, entre descendentes e pesquisadores familiares que habitam a região da antiga Cantagallo: “Onde faleceu e onde foi sepultado o patriarca Xaver Wermelinger, imigrante suíço de Willisau, do cantão de Lucerna?” Sabe-se, com segurança histórica, que Xaver viveu seus últimos anos no Brasil sob os cuidados de suas amorosas filhas e de irmãs já casadas, vinculadas às famílias Wermelinger, Heggendorn, Erthal, Monnerat, Lutterbach, Lemgruber, Kropf, entre muitas outras conhecidas na região. O diplomata e Ministro Plenipotenciário suíço para o Brasil e a América do Sul, Johann Jakob von Tschudi, em sua obra Viagens pelas Províncias de São Paulo e Rio de Janeiro, relata ter encontrado Xaver Wermelinger na Aldeia da Pedra (atual Itaocara), já idoso, alegre e satisfeito com a vida junto à família. O que se perdeu, contudo, foi o registro de seus últimos dias: quando morreu, onde morreu e onde repousam seus restos mortais. Sabe-se que sua esposa, Catharina Eggly Wermelinger, estaria sepultada no chamado Cemitério dos Heggendorn, em Galdinópolis (hoje Nova Friburgo). Essa informação levanta hipóteses legítimas sobre decisões familiares, vínculos territoriais e os limites físicos das longas distâncias percorridas a cavalo ou em lombo de mula no século XIX. Seriam Duas Barras, Itaocara, Bom Jardim ou Galdinópolis parte de um mesmo eixo histórico de vida, morte e memória? Teriam as filhas, genros e famílias afins decidido o local de sepultamento de Xaver, conforme possibilidades práticas e afetivas? São perguntas abertas, feitas com respeito aos nossos familiares à história local e regional, e à memória dos pioneiros. Aqui também reproduzimos imagens conexas a esta abordagem. Se alguém, entre famílias, pesquisadores ou memorialistas da região, possuir pistas, registros ou relatos, a partilha dessas informações será motivo de alegria coletiva. Isto porque preservar a história não é apenas encontrar respostas. É não deixar que as perguntas se percam na poeira do tempo. AWA/awa NF – DUBA – BOMJA – ITAOCARA 27 de fevereiro de 2026. Lugares das colônias e terras da dispersão dos imigrantes.
Tipo de fonte

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Tipo de documento

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Signatura / Referencia

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Data do evento

2026-02-27

Status

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Registrado em

2026-03-30 05:13:59

Notas

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Como citar:

Arquivo Wermelinger, Documento #82, Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas.. Acesso em 14/04/2026.