Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas.
Conteudo do documento
Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas.
Também, com cuidado ou não, removem camadas da própria vida, da sua família, dos seus ascendentes e ancestrais.
A remoção das camadas pode se assemelhar, grosso modo, ao trabalho de preparo de um alimento que leva cebola.
Retiram-se as finas lâminas vegetais, mas apenas o necessário, o adequado e o suficiente.
Aqui, o objetivo nuclear é deter a lupa para pesquisar através das lentes e tentar ver o que o olhar alcança ou por trás dele, os significados aparentes ou subliminares, cirurgicamente aqueles que a vista, às vezes cansada, não consegue olhar, ver e distinguir.
Há perguntas que atravessam gerações e resistem ao tempo.
Uma delas sempre ecoou, e ainda ecoa, entre descendentes e pesquisadores familiares que habitam a região da antiga Cantagallo:
“Onde faleceu e onde foi sepultado o patriarca Xaver Wermelinger, imigrante suíço de Willisau, do cantão de Lucerna?”
Sabe-se, com segurança histórica, que Xaver viveu seus últimos anos no Brasil sob os cuidados de suas amorosas filhas e de irmãs já casadas, vinculadas às famílias Wermelinger, Heggendorn, Erthal, Monnerat, Lutterbach, Lemgruber, Kropf, entre muitas outras conhecidas na região.
O diplomata e Ministro Plenipotenciário suíço para o Brasil e a América do Sul, Johann Jakob von Tschudi, em sua obra Viagens pelas Províncias de São Paulo e Rio de Janeiro, relata ter encontrado Xaver Wermelinger na Aldeia da Pedra (atual Itaocara), já idoso, alegre e satisfeito com a vida junto à família.
O que se perdeu, contudo, foi o registro de seus últimos dias:
quando morreu, onde morreu e onde repousam seus restos mortais.
Sabe-se que sua esposa, Catharina Eggly Wermelinger, estaria sepultada no chamado Cemitério dos Heggendorn, em Galdinópolis (hoje Nova Friburgo).
Essa informação levanta hipóteses legítimas sobre decisões familiares, vínculos territoriais e os limites físicos das longas distâncias percorridas a cavalo ou em lombo de mula no século XIX.
Seriam Duas Barras, Itaocara, Bom Jardim ou Galdinópolis parte de um mesmo eixo histórico de vida, morte e memória?
Teriam as filhas, genros e famílias afins decidido o local de sepultamento de Xaver, conforme possibilidades práticas e afetivas?
São perguntas abertas, feitas com respeito aos nossos familiares à história local e regional, e à memória dos pioneiros.
Aqui também reproduzimos imagens conexas a esta abordagem.
Se alguém, entre famílias, pesquisadores ou memorialistas da região, possuir pistas, registros ou relatos, a partilha dessas informações será motivo de alegria coletiva.
Isto porque preservar a história não é apenas encontrar respostas.
É não deixar que as perguntas se percam na poeira do tempo.
AWA/awa
NF – DUBA – BOMJA – ITAOCARA
27 de fevereiro de 2026.
Lugares das colônias e terras da dispersão dos imigrantes.
Tipo de fonte
blog_scrape
Tipo de documento
text
Signatura / Referencia
2026-03/por_onde_andou_e_se_quedou_xaver_wermeli_1773557326934
Data do evento
2026-02-27
Status
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Registrado em
2026-03-30 05:13:59
Notas
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Como citar:
Arquivo Wermelinger, Documento #82, Caminhando pelos oitenta anos, alguns usam óculos, lentes e lupas.. Acesso em 14/04/2026.
